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Portugal em dívida com o Planeta

As contas foram feitas pela Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável.

Ontem, dia 13 de maio de 2021, Portugal esgotou os recursos ambientais que deviam durar até fazermos a contagem decrescente para 2022. No ano passado, o limite ambiental só foi atingido no final do mês, a 25 de maio.

Os cálculos determinam na diferença entre a produção e consumo de recursos. Ou seja, se a capacidade de reposição de recursos do Planeta não chegar para complementar as necessidades dos seres humanos, está a gastar-se mais do que o planeta dispõe. Deste modo, é possível perceber quão rápido estamos a consumir recursos e a gerar desperdícios.

Se cada pessoa no Planeta vivesse como uma pessoa média portuguesa, a humanidade exigiria mais de 2 planetas para sustentar as suas necessidades de recursos. – associação ambientalista Zero.

Sabe-se que Portugal não é o primeiro país do mundo a iniciar o “crédito ambiental”, mas sabe-se que a pegada ecológica nacional vem de diversos fatores que passam pela alimentação, transportes e práticas do consumo excessivo.

A Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável acredita que Portugal tem uma oportunidade única de aproveitar o Programa de Recuperação e Resiliência, a par com fundos de apoio europeus, por isso, a ZERO propõe algumas medidas para dívida ambiental portuguesa ser reduzida, tais como:

  1. Assegurar a agricultura como soberania alimentar – aposta em alimentos de qualidade e na preservação dos solos, reduzindo a poluição e o uso de água.
  2. Promover o uso das tecnologias e reduzir deslocações – o teletrabalho, por exemplo, e os eventos em formato virtual contribuem para a redução das deslocações;
  3. Investir num significativo aumento da utilização de modos suaves de transporte – combinação do transporte público e do uso de bicicleta;
  4. Apostar em políticas de reutilização e reciclagem, para fazer chegar ao mercado produtos mais sustentáveis.

A recuperação pós-Covid19 pode ser uma oportunidade para Portugal e o mundo apostarem num crescimento sustentável, assente não só na recuperação económica, mas também na promoção de boas práticas de consumo, que acima de tudo respeitem os limites do planeta.

Este é o momento chave para o alcance de uma economia circular, que lute contra o desperdício.